April 7th, 2002 | | No Comments »

Ontem fomos a Adams Morgan, que é o bairro onde ficam os barzinhos “alternativos” de Washington. O Rogério foi quem botou pilha pra sairmos, e chamamos também a Fabi, amiga do Nei. Demoramos mais ou menos meia hora pra achar uma vaga, e fomos a um bar africano chamado Bukom Cafe. Comida gostosa, música ao vivo e muita, muita gente.

Quando estávamos voltando pro carro (meio longe), depois de uma da manhã, vimos três carros parando no sinal e ouvimos barulhos de batida: uma, duas, três pancadas. Pensamos que era um engavetamento, mas imediatamente abriram-se as portas do terceiro carro e saíram primeiro o motorista, um garoto de uns 15 anos, e depois o carona, que tinha não mais que 12. Eles passaram zunindo pela gente, correndo na direção contrária ao sentido da rua, que estava vazia. Não tivemos muito tempo de entender o que estava acontecendo, foi tudo super rápido. O sinal abriu, os outros dois carros saíram e o que os meninos tinham abandonado começou a andar, com as portas abertas. Eu jurava que tinha alguém lá dentro, mas o carro estava vazio e indo em direção à avenida! O Gastón foi quem atinou primeiro de fazer alguma coisa, saiu correndo (uns 20 metros) e pulou no carro em movimento pra acionar o freio de mão. Um cara que estava passando e viu tudo usou o celular pra chamar o 911, mas deixaram a ligação em espera.

Um Dodge Neon, vermelhinho, direção automática, adesivos de carro novo no vidro dianteiro, placa de NY e menos de 7500 milhas rodadas. Dentro, o rádio ligado e a faca de cozinha usada pra fazer a ligação direta. O retrovisor externo direito estava faltando e a dianteira estava arrebentada nas laterais.

Lá na avenida passou um carro de polícia, fizemos sinal e gritamos e eles vieram. Acho que o policial perguntou alguma coisa estúpida pro cara do celular – tipo se era ele que tinha roubado o carro – e ele foi embora xingando. Eu me aproximei e comecei uma frase com “Nós estávamos passando e…”, justamente pra não acontecer a mesma coisa. Contamos o que aconteceu, o Gastón deu o nome e endereço dele e a descrição dos garotos, e depois nós deixamos os caras das rosquinhas lá, cuidando do carro, e viemos embora pra casa.



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