December 8th, 2002 | | No Comments »



Adesivo anticoncepcional

No mínimo, curioso. Meus amigos daqui o apelidaram “the patch for those who don’t want to quit”.


December 8th, 2002 | | No Comments »

Pictionary

Checker flag, bunker bed, scramble, baby fat, escalator, bald, slingshot, pope, puppy, cow, windmill, beside, identical twins, chain letter, torch, pound, north pole, matinee, dirty dancing, thick, small, mcdonalds, salad…


December 8th, 2002 | | No Comments »

Vai parecer mentira…

…mas eu conto assim mesmo. Fernando (o “Volta”) me deu hoje o primeiro sinal de vida desde maio. (Não estou incriminando ninguém, eu também não escrevi pra ele antes.)

Aí eu vou à casa de uns amigos argentinos e a única pessoa lá que eu não conhecia antes é o Julian. Julian e Volta são univitelinos. Sem brincadeira.

Juro que não é forçação de barra. Juro!


December 7th, 2002 | | No Comments »

Beta começou com a história de cartinhas pros amigos, Rafael me perguntou quem era a Patrícia. Aí vai:

A Patrícia.

&nbsp&nbsp&nbspPatrícia é INEX – ela não existe. Era assim que falávamos de pessoas bacanas. Ela é a mais de todas.

&nbsp&nbsp&nbspComeçamos com 12 anos. Não sei por que me tiraram da 6a. C, deve ter sido porque ninguém me dava a menor bola e ainda riam de mim me chamando de Rapunzel Arrependida. Mudaram-me pra 6a. A. Não lembro como foi nossa primeira conversa, mas deve ter sido algo como “Ih, garota beshta, onde já se viu falar ‘pórita’? Fala porrrta, feito gente decente!”. Serei eternamente grata, mas o “sh” de carioca não falo até hoje. Ela é assim: vai falando. Nunca a vi mudar uma vírgula de sua personalidade pra agradar a quem quer que seja, nem mesmo as famosas patotas que se costumam formar entre meninas dessa idade. Era a única que dizia boas verdades sobre a nossa colega socialite. Ironicamente, ela foi a primeira da turma a beijar na boca. O menino mais cool da classe. E como ela é ela, não contou pra ninguém.

&nbsp&nbsp&nbspNão babava pelos meninos do terceiro ano, como todas as outras. Exceto, talvez, quando o João Pedro estava no terceiro ano. Jura de pé junto até hoje que aquela menina que virou atriz de cinema a) tinha o cabelo ruim e b) deu em cima do namorado dela, o que eu duvideodó mas não discuto pra não perder a amiga.

&nbsp&nbsp&nbspFala do presente como se fosse um passado remoto e do passado distante como se fosse ontem. Ouvia todas as minhas abobrinhas e não contava quase nada, porque era tímida. Uma vez apareceu na minha casa e passou a tarde inteira comigo, só chorou quando estava quase indo embora. Tinha terminado com o namorado – já não me lembro qual, mas com certeza já durava mais de um ano – e não quis estragar meu dia, disse.

&nbsp&nbsp&nbspInteligente, engraçada e boa desenhista, nunca precisou estudar muito pra passar. Ficava fazendo graça e desenhando. Trocávamos uns 20 bilhetes por dia: desenhos, fofocas, deboches sobre os professores, programações para o dia seguinte, batalha naval, forca, toda uma documentação que, houvesse sobrevivido ao tempo, seria inestimável. Falávamos muito. Bruno tentava ser nosso cúmplice, os professores lhe chamavam a atenção imediatamente, um menino tão bom.

&nbsp&nbsp&nbspMatava aula pra ler gibi no playground do prédio, nunca sabia as datas das provas, fazia trabalhos meia-boca, avacalhava os teatrinhos da aula da Dona Regina, avacalhava a coreografia da SUarte e parecia andar com a certeza de que aqueles seus anos não seriam desperdiçados com dramatizações sobre a lenda da mandioca ou uma pagação de mico anual no Campão.

&nbsp&nbsp&nbspOs bilhetes também eram sobre os namorados, namoradinhos e paqueras, presentes (os dela) e futuros (os meus). Juntas formamos um verdadeiro exército de paixõezinhas consumadas ou frustradas, ou ambas as coisas. Eu fui a vela convicta de três anos inteiros e dois namorados, acho, e ela foi a confidente de inúmeras paquerinhas. Nunca me levou a sério – que isso não é dela -, irritando-me às vezes mas ensinando-me o imprescindível humor de nós mesmos. Mas me apoiava sempre, à sua maneira, contando-me que um dos meus amigos tinha ciúmes de mim (eu nunca teria percebido), ouvindo as lamentações do Mineiro pra me contar depois e imitando a Dona Regina aos gritos no corredor: “A Helô tem namoraaaaadoooo!”, frase célebre seguida da exclamação dupla do nome do menino. Sei que não parece dizendo assim, mas me apoiava. E estava sempre a postos, ao contrário de outras pessoas que se diziam minhas amigas.

&nbsp&nbsp&nbspClaro que tem defeitos. Fala mais que a boca, é enrolada e nunca me leva a sério. Qualidades são tantas que não sei se este texto termina.

&nbsp&nbsp&nbspSempre criticou a minha casa. “Muita tranqueira”, dizia a dona das 200 revistinhas Disney, coleção completa da Inspetora de de Conan Doyle, material de desenho pintura e artesanato, e o boneco do Snoopy. Isso sem contar a coleção de discos da irmã mais velha, pop anos 80.

&nbsp&nbsp&nbspTem uma tia inacreditável que apareceu no livro sobre bossa nova do Rui Castro, uma mãe que é um amor e trabalha pra chuchu, um primo bem gatinho, e um apartamento com uma vista bárbara mas aonde é um sacrifício ir a pé. Agora tem também um sobrinho.

&nbsp&nbsp&nbspGanhou um cachorro de presente logo que nos conhecemos. O primeiro Sherlock do Parque Guinle. Você vai lá agora e deve ter uns 10 cocker spaniels chamados Sherlock. É porque até o cachorro é simpático (puxou a madrinha). A mãe dela nunca limpou uma sujeirinha dele (fora quando solicitada formalmente), pois condição para tê-lo era responsabilidade completa. Fora ter que ficar sem banho em época de prova, ele nunca reclamou.

&nbsp&nbsp&nbspQuando eu deixei de ser Caxias, como ela me chamava, e quis fugir de casa pela primeira e única vez, foi ela quem me levou, pra horror do meu pai. Apoio incondicional.

&nbsp&nbsp&nbspEla está sempre presente. Não nos falamos com tanta freqüência, mas eu simplesmente sei que ela está lá pra mim, e que eu estou aqui por ela. O resto é o resto.


December 7th, 2002 | | No Comments »

Site do Paulo Rowlands, com várias partituras pra coral.


December 6th, 2002 | | No Comments »

Frio

( Leo Jaime )

Era um andar num tempo frio

Sentindo os músculos bem quentes

Era entregar-se a um destino

E não falar com muita gente

Ouvindo o som que faz o frio

Em suas cores diferentes

Era um andar no tempo frio

No grito, um coração doente

Era encontrar no aço um brilho

E no olhar um brilho ausente

E era um despertar sozinho

E com nenhuma diferente

E era um caminhar não indo

Como um passado, sem presente

E era como estar caindo

O corpo frio, o sangue quente

Silêncio e chuva no meu rosto

E o caminho pela frente

Como as risadas dos mendigos

E as estrelas decadentes


December 5th, 2002 | | No Comments »


December 5th, 2002 | | No Comments »

Neeeeeve!!!

Não teve aula hoje, e eu estou pensando com muuuuito carinho se eu vou até a universidade buscar uns livros ou não.

-2 graus, sensação térmica -7.

Acho que não.


December 4th, 2002 | | No Comments »

Mais Buenos Aires, da coluna de Janaína Figueiredo:

DE DAR ÁGUA NA BOCA

No Nuts, uma política da gastronomia de alto nível

Como cabe a uma das principais capitais da América Latina, Buenos Aires oferece a seus visitantes restaurantes de excelente categoria. Além de suas tradicionais churrascarias, na capital argentina também é possível deliciar-se com um menu à altura dos melhores cozinheiros do mundo. No bairro de Belgrano, uma das regiões residenciais mais bonitas da cidade, o restaurante Nuts, freqüentado por embaixadores e políticos locais, merece uma visita. Ambiente agradável, nada de grandes multidões e pessoas falando alto, e um atendimento fora de série, para quem gosta de ser extremamente bem tratado. Por apenas 35 pesos por pessoa (US$ 10), entrada, prato principal, sobremesa, vinho e cafezinho. Acredite se quiser! As recomendações: para beber, vinho El Portillo; de entrada, brochette de camarões, com molho de coco, aspargos e folhas de bambu. De prato principal, frango com molho de mel, arroz, chutney de pêssego com uvas brancas. E de sobremesa, espelho de chocolate (fondue), com frutas. Para os que ficaram com água na boca, este paraíso portenho fica na rua Soldado de la Independência 1.417. Telefone para reservas: 4788-3052/8058

NA BOEMIA

Mais eclético, impossível

Clássica e Moderna é um dos bares mais charmosos de Buenos Aires. No local também funciona uma livraria, e às sextas-feiras e sábados, à noite, aquele som ao vivo a que poucos resistem. Geralmente, jazz, mas também costumam tocar um pouquinho de tango. Chão de madeira, paredes de ladrilho, mesas rústicas, comidinha gostosa e barata. Uma tábua de frios para duas pessoas, por exemplo, custa apenas 19 pesos (US$ 5,5). Endereço: Callao 892. Telefone para mais informações: 4812-8707/4813-9517.

DANÇA

Nos passos de Júlio Bocca

Quem vier a Buenos Aires entre os dias 3 e 6 de dezembro terá a chance de ver de perto o famoso bailarino argentino Júlio Bocca, um dos melhores do mundo. Pode ser uma oportunidade única, já que Bocca confessou que deve abandonar o palco dentro de cinco anos, após brilhar nos teatros mais importantes de NY, Londres e Moscou. Ele se apresenta com o Ballet Argentino, criado por ele. No estádio Luna Park. Ingressos de 8 pesos (US$ 2,2) a 45 pesos (US$ 12,8). Tel.: 4311-5100. Endereço: Bouchard 465. .

CONSUMO

Uma expedição para os amantes da moda

Para quem gosta de bater perna, a Avenida Córdoba é o lugar ideal em Buenos Aires. O melhor é começar na esquina de Córdoba e Scalabrini Ortiz, e de lá partir para um dia de compras em pleno coração do bairro de Palermo Viejo. Todas as grifes argentinas estão lá: Caro Cuore (lingerie), Claudia Larreta e Bayres (roupa feminina), uma variedade de lojas de roupa para homens, crianças e adolescentes. Praticamente tudo o que uma pessoa pode encontrar num shopping ao ar livre, a apenas 15 minutos de carro do Centro da cidade. São mais de dez quarteirões de lojas, uma ao lado da outra, com preços e modelitos bem variados. Uma expedição para os amantes da moda.

SERVIÇO

Para um transporte mais seguro

Apesar de ainda preservar, em algumas regiões, um ar de capital européia, Buenos Aires está se transformando, cada vez mais, numa típica capital latino-americana. Por isso, como no resto do continente, o turista preciso ter muito cuidado na hora de pegar um táxi nas ruas da cidade. A seguir, uma lista de empresas de rádio-taxi de confiança, para uma visita agradável e, é claro, segura: Taxi Plus (Tel.: 4863-1000); Lecoc (Tel.: 4963-9391); Premium (Tel.: 4374-6666) e Metro (Ligação gratuita no 0800-444-1-444).


December 4th, 2002 | | No Comments »

Curta o Beijo na Santa.

Dias 5 e 8 de dezembro no CCBB, dia 6 no SESC Copacabana.

Leia entrevista com o Daniel.

Colado daqui.