Sufoco

April 13th, 2005 | | 1 Comment »

Sei que estou sumida, mas ando no sufoco. Só conto que das coisas ótimas e excitantes dos últimos tempos destacam-se o show, na quinta passada, do Ladysmith Black Mambazo, e a expectativa para o show de Zap Mama sábado que vem. Nem acredito que estou vendo os dois num tempo tão próximo. Tenho que escrever – urgente – pra Dona Malu Prates.


Tolerância

April 13th, 2005 | | No Comments »

Tolerar a existência do outro e permitir que ele seja diferente ainda é muito pouco. Quando se tolera, apenas se concede e essa não é uma relação de igualdade, mas de superioridade de um sobre o outro. Deveríamos criar uma relação entre as pessoas da qual estivessem excluídas a tolerância e a intolerância. (José Saramago, mas copiado do Livro da Tribo, 19.1.2001/2002)


Livromancia

April 11th, 2005 | | No Comments »

Úrsula se preguntaba si no era preferible acostarse de una vez en la sepultura y que le echaran la tierra encima, y le preguntaba a Dios, sin miedo, si de verdad creía que la gente estaba hecha de hierro para soportar tantas penas y mortificaciones; y preguntando y preguntando iba atizando su propia ofuscación, y sentía unos irreprimibles deseos de soltarse a despotricar como un forastero, y de permitirse por fin un instante de rebeldía, el instante tantas veces anhelado y tantas veces aplazado de meterse la resignación por el fundamento, y cagarse de una vez en todo, y sacarse del corazón los infinitos montones de malas palabras que había tenido que atragantarse en todo un siglo de conformidad.
-¡Carajo!-gritó.
Amaranta, que empezaba a meter la ropa en el baúl, creyó que la había picado un alacrán.
-¡Dónde está!-preguntó alarmada.
-¿Qué?
-¡El animal!-aclaró Amaranta.
Úrsula se puso un dedo en el corazón.
-Aquí-dijo.

(GGM, Cien años de soledad)


E se ela chora num quarto de hotel

April 2nd, 2005 | | No Comments »

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela mora no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz