Que liiiindo!

February 28th, 2006 | | 1 Comment »

Um site pra lá de retrô. (Via Terceira Base.)


Datado 16/agosto/2005

February 25th, 2006 | | No Comments »

Vamos fazer o seguinte: continuar escrevendo até doer a mão, na era
digital dedos. Pois quando foi que as coisas deixaram de sair de mim
na forma de letrinhas? Todos aqueles gritos em marcador vermelho no
espelho do banheiro… Agora até email, bilhete bobo, sai com apagões,
riscos, backspace.
Continuar escrevendo, continuar dizendo o que não digo em lindas
entrelinhas. Desabafar num diário semanário o que seja. Pensar no lado
bom: backspace burila, não é mesmo?
Criar intimidade com o teclado, com as palavras vãs ou não.
Intimidade. Nem sempre contato é intimidade, tem que anotar isso na
cabeça. Vai ver intimidade está overrated e o que vale mesmo é ser
visita sempre.
E já que estamos nos aprendizados e nas notas mentais, outras
coisinhas para lembrar: que o sim é sim e que o não é não. Que quem
tem amigos não passa mal, já dizia a amiga. Que tempo não é infinito.
Que minha vida está esperando.


Antes, o cotidiano era um pensar alturas*

February 11th, 2006 | | No Comments »

Bam barambambam
ouço a banda tocar
e depois me toco
de que tudo o que há
é silêncio, e a geladeira
a respirar.

Num tic tac sem fim
o relógio dá as horas
todas suas a mim
sem tocar o cuco
porque não é de tempos
antigos assim.

Coluna em posição
de macarrão escorrendo pela pia
deixo meus olhos cansados
tocarem de ouvido versos
que meus dedos vão digitando
sem rima
como desculpa para evitar
a cama sozinha.

E a todas as outras madrugadas
se junta esta madrugada
que nem é de insônia
durmo quando quero
se junta meu penar
meu querer
até minha solidão se junta
ao tempo que vai passando.

Amanhã acordo tarde
quando as neves de antanho
vierem acordar
a dona do Paracleto,
a mulher do filósofo.

Eu avisei que não tinha rima.

*o título é um verso de Hilda Hilst


Um ingrediente a menos

February 8th, 2006 | | 2 Comments »

– Tira a verbena do caldeirão, rápido, rápido!
Ufa.


Très sage, oui.

February 8th, 2006 | | No Comments »

Où est la très sage Helloïs,
Pour qui fut chastré, puis moyne
Pierre Esbaillart a Saint Denis?
Pour son amour ot cest essoyne.
(…)
Mais ou sont les neiges d’antan?