April 25th, 2007 | | 2 Comments »

Doce Lembrança

Achar numa rede social online o perfil daquele ex que virou amigo e perceber que ele é tão talentoso quanto a mãe dele.

Doce Vingança

Achar numa rede social online o perfil daquele ex que já foi tarde e perceber que ele ficou a cara da mãe dele.


Nikki Giovanni

April 18th, 2007 | | 1 Comment »

We are Virginia Tech.
We are sad today, and we will be sad for quite a while. We are not moving on, we are embracing our mourning.
We are Virginia Tech.
We are strong enough to stand tall tearlessly, we are brave enough to bend to cry, and we are sad enough to know that we must laugh again.
We are Virginia Tech.
We do not understand this tragedy. We know we did nothing to deserve it, but neither does a child in Africa dying of AIDS, neither do the invisible children walking the night away to avoid being captured by the rogue army, neither does the baby elephant watching his community being devastated for ivory, neither does the Mexican child looking for fresh water, neither does the Appalachian infant killed in the middle of the night in his crib in the home his father built with his own hands being run over by a boulder because the land was destabilized. No one deserves a tragedy.
We are Virginia Tech.
The Hokie Nation embraces our own and reaches out with open heart and hands to those who offer their hearts and minds. We are strong, and brave, and innocent, and unafraid. We are better than we think and not quite what we want to be. We are alive to the imaginations and the possibilities. We will continue to invent the future through our blood and tears and through all our sadness.
We are the Hokies.
We will prevail.
We will prevail.
We will prevail.
We are Virginia Tech.


Virginia

April 16th, 2007 | | 2 Comments »

Nevou de manhã em Blacksburg, uma neve fora de época, esquisita para abril. Amanhã as 33 pessoas que morreram no campus da Virginia Tech vão ter nomes, rostos, histórias, e a tragédia vai continuar, e os relatos, e o luto. Talvez até saibamos o que motivou o crime.

Apesar de ter seguido o noticiário o dia inteirinho e não ter conseguido me concentrar em mais nada, os poucos vídeos de cobertura ao vivo que vi (online, porque não tenho tv) mostravam a toda hora uma filmagem feita por um telefone celular de um aluno. Quarenta e tantos tiros, em repetição igualmente espaçada. Violência é uma coisa que entra pelos poros e anestesia. Quando a violência me alcança em imagens e sons – mesmo que de mentirinha e mais ainda de verdade – sinto que minha alma definha aos poucos. Lendo ainda posso sentir pausado.