Achados e Perdidas

October 7th, 2010 | | 5 Comments »

Ele: “Eu tinha uma dessas sapateiras transparentes atrás da porta do meu quarto. Era uma época boa, eu morava sozinho… Aí a empregada, sem eu nem perceber, ia catando tudo que as meninas esqueciam lá em casa e colocando num bolso vazio da sapateira. Colares, brincos, coisas desse tipo. Comecei a sair com uma moça que depois virou minha namorada, ela esqueceu o relógio e eu liguei pra avisar. Ela falou: ‘ok, mas não põe ele lá no canto das meninas não, tá?’. Assim foi que eu soube que as mulheres reparam nessas coisas”

Um canalha gentil sempre guarda o que foi esquecido em sua casa, de preferência longe dos olhares curiosos das outras mulheres, sejam elas namoradas, rolinhos, flertes, mãe, irmãs ou tia Candoca. À safada de fino trato fica reservado o direito ao esquecimento por motivos alcóolicos ou de atividade sexual mas jamais, repito, jamais para marcar território. Ela sabe que não precisa desses subterfúgios. Pode ligar para pedir alguma coisa de volta, mas só se tiver clima pra isso e se for alguma coisa mais ou menos importante. E aprende que da próxima vez, né, nega, é pra isso que serve bolsa.

Este post é parte do Manual de Etiqueta Amorosa e Sexual para Canalhas Gentis e Safadas de Fino Trato. Se tiver alguma sugestão de tema, por favor deixe um comentário ou mande um email para maffalda (arroba) gmail (ponto) com.


5 Comments on “Achados e Perdidas”

  1. 1 Renata Lino said at 19:51 on October 7th, 2010:

    E não só esquecer algo ali mas também esquecer de levar algo… Quantas vezes vi uma amiga contando que esqueceu a escova de cabelo, de dentes e acabou usando ao do rapaz em questão.

    Imagine a vergonha se ele encontra cabelo da escova de pentear ou a escova de dentes molhada. Se isso acontece perde-se toda a credibilidade.

  2. 2 maffalda said at 15:43 on October 8th, 2010:

    Afe… Escova de dentes eu morro de nojo de usar, mas vou te dizer que meu cabelo quando era comprido não ficava só nas escovas de cabelo não, viu?

  3. 3 Alice Désirée said at 13:51 on October 8th, 2010:

    kkkkkkkkk…É muito canalha mas é muito esperto! rsrs…
    =1

  4. 4 maffalda said at 15:44 on October 8th, 2010:

    Inteligência e esperteza são tudo nessa vida, Alice! =)

  5. 5 Antônio Araújo said at 14:21 on October 20th, 2010:

    Olá! Inspirado pelo seu texto, fiz – meio a esmo – poucas linhas sobre o mesmo tema. Abs e diga se está bom!
    “Mauro era o canalha gentil. Mentira. Era só o canalha. Das mulheres que conquistava, acumalava objetos esquecidos e histórias mais ou menos inventadas, mas sempre compartilhadas. Ao porteiro, colegas do trabalho e quem mais quisesse saber, contava as estripulias dele e as ilusões delas. Colecionava e eliminava conquistas. Menos os objetos esquecidos pelas “vítimas”em sua casa, sempre guardados, como troféus.
    Uma noite, Ana também passou por lá. Repetiu o mesmo ritual, até o de esquecer um inadvertido brinco de estrelinha. Ana odeia perder. Mas está se lixando para objetos e – dona de seu nariz – também para os coxixos das senhoras vizinhas. O que ela odeia perder é o charme de manter a ponta do nariz para cima. Então, Encantadora, faceira e cruel – heroína das enganadas – Ana vingou-se surrupiando Mauro. O coração dele bate agora no número 23, da Rua das Acácias, num sobrado um tanto desleixado, que ela mesma docemente decorou.”


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