May 23rd, 2002 | | No Comments »

Então, deixa eu falar da Felicity. A primeira temporada foi legal, porque se tratava de uma menina de 17 anos que estava saindo de casa pela primeira vez para freqüentar a mesma universidade em New York para a qual foi o bonitinho do colégio dela lá da Califórnia. Depois dessa, era compreensível que ela passasse a primeira temporada toda fazendo cagada, o que ela fez maravilhosamente bem, e era engraçado. Aí veio a segunda temporada e ela continuou: cortou o cabelo. Os ratings da série, que eram excelentes na primeira temporada, caíram que nem martelinho sem cabo e uma diretora da rede de tv que mostrava a série disse que estava terminantemente proibido para sempre alguém cortar o cabelo em um programa de sucesso. A partir daí, a Felicity ficou por um fio, e os fãs ficavam em suspense para ver, a cada nova temporada, se a série continuaria. Eu vi a primeira temporada inteirinha, quando morava lá na casa da D. Rosa, uma grande parte da segunda temporada, acho, e depois parei de acompanhar porque me mudei. O problema não era só o cabelo dela não, Dudu. A menina era instável, não ficava sem namorado, e quando tinha era sempre um desses dois caras: Noel ou Ben. E quando não tinha problema nenhum na vida dela, ela inventava. A típica “drama queen”! Chegou a um ponto em que a personagem mais interessante da série era a terapeuta dela!

Bom, mas aí chegaram ao quarto ano da série aos trancos e barrancos, o senior year. Os roteiristas resolveram inovar, e ao invés de fazerem o último capítulo na graduação, fizeram mais 5 episódios com uma espécie de “e se…”. Envolvia bruxaria, viagem no tempo e uma realidade alternativa. E conseguiram estragar tudo. Ela volta no tempo pra trocar de namorado, altera a forma como as coisas deveriam ser e fica mais alucinada ainda. Os caras não foram criativos o suficiente pra mudar os clichezões desse tipo de coisa: ela passa por um hospício (claro), e depois de algumas reviravoltas (5 episódios) ela acorda. Dã. Era tudo um sonho. Alguém aí já viu o Mágico de Oz? E depois que ela acorda, atacam de novela da Globo: termina com um casamento, a música por cima, os personagens em câmera lenta, rindo, dançando e se divertindo horrores. Me economiza.

E ainda por cima aparece uma personagem que devia estar morta e ninguém explica o que ela está fazendo lá.

Tudo bem. Acabou.



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