García-Márquez, morra de inveja.

November 2nd, 2004 | | No Comments »

Você sabe que a sua família saiu de um romance realista-fantástico quando sua prima se refere ao seu pai como tio/primo, e você vai ver é verdade, ele é literalmente o tio/primo dela.

Também o tempo se move em hélices, com personagens trocando papéis, gerações que vêm e vão, repetindo o ciclo, os novos nos substituem, jogando na área do campo que era nossa, deixando cá aos mais experientes – a palavra é essa – a designação de técnicos.

E as conversas se desenrolam assim:

– …o tempo passa como num romance do García Márquez

– …verdade, me lembro de sua mãe grávida de você. Me lembro de você pequenina e engraçada e agora conversamos de mulher para mulher, apesar de que , você amadureceu muito rápido. Tudo na sua vida foi rápido demais.

Aqui, plena segunda-feira à noite, me vem aos olhos a saudade da casa cheia, da Biinha morrendo de rir e comprando vestido roxo na C&A.



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