It’s all about dreams

January 31st, 2006 | | 1 Comment »

As pessoas sonham todo tipo de coisas: que estão gravando CDs, com amigos distantes, que estão fazendo sexo, com amigos próximos, com um futuro melhor, com um bom emprego, em ser embaixadores por duas semanas, em voltar pra casa, com ter casa, que estão voando, com coisas que parecem sonho mas não são e vice-versa. Sonho dormindo é aventura, sonho acordado é desejo.

Say nighty-night and kiss me
Just hold me tight and tell me you’ll miss me
While I’m alone and blue as can be

Dream a little dream of me

Stars fading but I linger on dear
Still craving your kiss

I’m longin’ to linger till dawn dear
Just saying this

Sweet dreams till sunbeams find you
Sweet dreams that leave all worries behind you

But in your dreams whatever they be

Dream a little dream of me


Bird on the Wire

January 22nd, 2006 | | 1 Comment »

Like a bird on the wire,
like a drunk in a midnight choir
I have tried in my way to be free.
Like a worm on a hook,
like a knight from some old fashioned book
I have saved all my ribbons for thee.
If I, if I have been unkind,
I hope that you can just let it go by.
If I, if I have been untrue
I hope you know it was never to you.

Like a baby, stillborn,
like a beast with his horn
I have torn everyone who reached out for me.
But I swear by this song
and by all that I have done wrong
I will make it all up to thee.
I saw a beggar leaning on his wooden crutch,
he said to me, “You must not ask for so much.”
And a pretty woman leaning in her darkened door,
she cried to me, “Hey, why not ask for more?”

Oh like a bird on the wire,
like a drunk in a midnight choir
I have tried in my way to be free.

(Leonard Cohen, mas interpretado por Autorickshaw)


Discurso de Deus a Eva (Millôr Fernandes)

January 10th, 2006 | | 1 Comment »
this is an audio post - click to play

Pode cast ou não pode cast?

January 8th, 2006 | | 1 Comment »
this is an audio post - click to play

I guess I know the password.

January 8th, 2006 | | 2 Comments »
this is an audio post - click to play

Pós-escrito

January 3rd, 2006 | | No Comments »

Deja caer las agujas sobre el regazo. La mecedora se mueve imperceptiblemente. Paula tiene una de esas extrañas impresiones que la acometen de tiempo en tiempo; la necesidad imperiosa de aprehender todo lo que sus sentidos puedan alcanzar en el instante. Trata de ordenar sus inmediatas intuiciones, identificarlas y hacerlas conocimiento: movimiento de la mecedora, dolor en el pie izquierdo, picazón en la raíz del cabello, gusto a canela, canto del canario flauta, luz violeta en la ventana, sombras moradas a ambos lados de la pieza, olor a viejo, a lana, a paquetes de cartas. Apenas ha concluido el análisis cuando la invade una violenta infelicidad, una opresión física como un bolo histérico que le sube a las fauces y le impulsa a correr, a marcharse, a cambiar de vida; cosas a las que una profunda inspiración, cerrar dos segundos los ojos y llamarse a sí misma estúpida bastan para anular fácilmente.

Julio Cortázar, Bruja, en La otra orilla, en Cuentos completos v.I, ed. Alfaguara, pp. 66-72.


Snapshot

January 3rd, 2006 | | 2 Comments »

Em qualquer dado instante.

Firefox, 9 tabs. 2 ou 3 páginas de gmail, uma com foto do amigo vampiro, uma página com meu fluxo flickr, uma canção nova de Juliano Polimeno, uma janela de orkut com scrapbooks de amigos queridos da Unicamp, outra janela orkútica com fotos do Chefe e sua Pequena, uma tela de fundo da Lucy – The Doctor is In.
A chuva lá fora, a tv ligada em mute num programa de que não gosto, xícaras pela casa toda, uma taça de vinho não muito novo, a luz do banheiro acesa. A colcha de retalhos lilás.
Um cd no drive com memórias incompletas de outras vidas, a janela de downloads ainda segurando a minha música, a minha que foi feita pra mim, ouviram, papudos? que eu ouço cada tanto.
A voz da minha mãe ao telefone hoje de manhã, louça suja na pia, dor no joelho e no pescoço, alguns emails importantes para escrever, a cama desarrumada, os jeans surrados. Oficialização de coisas, saudade do logo ali, frio úmido, e um sentimento que eu não consigo definir muito bem.
Pequena nota mental com referência ao início d’A Bruxa de Cortázar, um telefonema por fazer, vontade de vasculhar antigos arquivos de novo. E um telefonema que eu não faço mais.
O começo do ano.

Mas de que eu estava falando mesmo? Feliz ano novo, todo mundo. Vai ser bom.