Voltando à vaca fria

April 25th, 2006 | | 3 Comments »

Eu sei que o assunto está ficando velho, mas juro que é a última vez…
Quis colocar um contador no meu esforço quase heróico (eu gosto muito de tv, é isso):


Mínimas atarantadas

April 23rd, 2006 | | 2 Comments »

– Eu diria que ninguém nunca morreu disso se soubesse que, de fato, ninguém nunca morreu disso. E eu acho que já!

– Sonho de consumo: uma lavadeira.

– Comprei o livro do filme 42 Up. Muito bom. Recomendo o filme, o livro é para importar citações da melhor qualidade.

– "Aprendi", finalmente, a jogar xadrez. Mal, lógico. Mas aprendi.

– Receber email longo (curto também servia, mas veio longo) de quem não se vê há anos, depois de um curto sumiço online, cheio de novidades boas do lado de lá e torcidas pro lado de cá. Tem coisa melhor?

– Ganhei pulseirinha e hamsah de Israel. Chiiiique que só eu.

– Falta pouco. Falta pouco. Falta pouco.


Nervosa feito gato em dia de faxina.

April 20th, 2006 | | No Comments »

Mas ainda me lembro de um post antigo em que tentava fazer um apanhado das expressões gauchescas.


Weapon of Mass Distraction

April 11th, 2006 | | 4 Comments »

Estou há 40 dias sem televisão.

Via Lifehacker.


Sem fim

April 8th, 2006 | | 1 Comment »

Ela acreditava no amor e por isso já não estava esperando. Sempre soube procurar beleza no fugaz e se duvidava, às vezes, se o fugaz não era mais belo só porque não deu tempo. Mas porque não tinha paciência com filosofia tentava mesmo era viver, e vivia enfileirado. E porque o amor era belo mas não raro, resolveu viver sem a moral bourgeois tão em voga nos seus meios. Resolveu é dizer, tentou. Eu não tinha amor por ele, ao depois amor pegou. Sem esperar, veio, tranqüilo como na canção repetida à exaustão, tranqüilo até demais, desamarrado, solto. Com isso aprendeu a manobrar, navegar, gritar, aprendeu a tirar do chão a força do chão e do mar a força do mar, aprendeu a sentir o vento e respirar de acordo, aprendeu que a raiz cresce buscando outra seiva, enraizar na terra é mais difícil e melhor.


Começo meio e fim.

April 8th, 2006 | | No Comments »

Só faltava ele soltar essa, como nos filmes: Baby, eu vou tirar você desse lugar. Eu acreditaria. Fácil. Ele já veio com pinta de herói, querendo parecer maior do que é, olhando firme e beijando forte, respirando rápido e falando sussurrado. Eu tentava rir e não descer do meu arzinho superior, por dentro a garota de sempre incrédula achando que a maravilhosa devia ser outra, desculpe, moço, foi engano. Da cozinha pra mesa da sala, daí pro sofá, daí pra cama. Ao todo, 6 línguas, dos beijos perdi a conta, uma adolescência inteira worth of kisses. Estranhamente, a conversa também era de colégio: livro, computador, escola, amigos de escola, namoradas, namorados, família, babá, comida, cursinho, futuro, carreira. Quando chegou a hora de dizer tchau foi uma coisa muito sofrida mas também muito lúcida, dois adultos escolhendo caminhos distintos mas mantendo o carinho de antes.
A história toda durou dois dias.


Largança

April 8th, 2006 | | No Comments »

Eu estava mesmo precisando de uma aventura, e lá estava ele, do outro lado de uma dessas janelas que tecnicamente não vão dar em lugar algum. Um dia ele veio do lado de cá da janela, e confessamos nossos vícios – depois nos atiramos neles. Ele reparava em mim e às vezes dizia que eu estava bonita, nunca que eu era. Também observou como eu fumava e disse que era em little baby drags. E ria das minhas paranóias.

Boa parte do tempo eu não sabia o que ele estava pensando. Como eu tentava!, como eu reparava!, nunca descobria. Se era ambíguo ou se um lado era fingimento, nunca cheguei a saber. O pequeno gênio sempre com a mente anuviada, o menino rico se fazendo de gangster, apaixonado com todas as suas células e fingindo frieza, uma alma feminina agindo masculina, e a pele de bebê com cheiro de cigarro.

Pendurei o meu vestido, costurei, lavei, fiz doce, não literalmente, porque não é assim quem sou, mas eu queria aquele homem mastigando perto de mim não como amante, como um amigo de horas atrás com quem se dividem as velhas piadas de sempre. Nasci mesmo na época errada, deveria ser do tempo em que um bom caso rendia ao menos uma crônica, ou duas, ou três, mas o que há de se esperar de alguém que nunca soube o que é um Rubem Braga na vida?

Quem sabe seja a hora de deixar que ele vá. Ninguém disse que vida de bruxa era fácil.


Baby, baby, I love you.

April 6th, 2006 | | 1 Comment »

You know, you must try the new ice cream flavor
Do me a favor, look at me closer
Join us and go far
And hear the new sound of my bossa nova
Baby, baby
It’s been a long time
You know, it’s time now to learn Portuguese
It’s time now to learn what I know
And what I don’t know

Baby, baby,
I love you


A sub Rosa, o super Rosa, e nossas veredas.

April 4th, 2006 | | No Comments »

Todos estão loucos, neste mundo? Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são de mais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total. Todos os sucedidos acontecendo, o sentir forte da gente – o que produz os ventos. Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem o perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura.

Riobaldo em “Grande Sertão: Veredas” de Guimarães Rosa
(e descaradamente roubado da Meg)


Happy Birthday, Gmail!

April 1st, 2006 | | No Comments »


I love you!

(Oh, speaking about love: this year’s April Fool’s is all about romance, complete with a matching blog entry. If only the darn calendar were released soon…)