O ser bruxa

August 15th, 2007 | | No Comments »


Via a Samantha Stephens na tevê e achava o máximo, principalmente o poder de arrumar uma casa ou cozinha bagunçada com uma mexida de nariz.
Anos mais tarde alguns amigos deram pra me chamar de bruxa, e nem lembro como isso começou. Minhas bruxarias envolvem um pouco de intuição, um pouco de sensibilidade e muito truque de salão e resultam em adivinhações sobre quem vai ligar, quem está bem, quem está mal, sonhos estranhos e pequenas coincidências prosaicas. Uma bruxa cartesiana, se quiserem chamar assim.
Agora, envolta nas últimas coincidências e notícias, me dou conta de que eu sou melhor bruxa se não estou de todo bem. A carapaça que cai e me deixa vulnerável também me deixa mais aberta ao outro. Já tive época de imaginar meu cérebro e meu coração ligados como num desenho de Escher e época de me sentir como o fantasma no metrô em Ghost sendo atravessada pelos outros e seus problemas. Hoje não sinto nada disso mas também não sei explicar o que vou fazer comigo mesma. A palavra-chave é conexão, e internet é fichinha.



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