Repare bem: quem é mala não se contenta em ser um pouquinho mala.

Por exemplo, esse cara que eu nem sei o que faz e que freqüenta a nossa sala de computadores. Acho que ele é ou foi jogador de futebol americano, e uma vez ele estava defendendo o jogo como não sendo violento, e sim um jogo que exige inteligência e estratégia por parte dos jogadores. Ok. Vá lá.

Mas aí tem os episódios repetidos de coisas estranhas. Ele entra na sala e cumprimenta a menina indiana e depois vem cochichar comigo (a 2 metros dela): é, ela não me cumprimenta, porque está com um indiano… Eu digo quem é a minha orientadora e ele diz: ah, sim é a esposa do Dr. Fulano e a filha do Dr. Beltrano (com um ar de espanto e segredo). Detalhe: a primeira parte é verdade, mas o tal Dr. Beltrano não tem nem idade pra ser pai da minha orientadora, deixando de lado o fato de que o sobrenome é pronunciado da mesma forma, mas soletrado diferente.

Depois essa: um dia ele entra aqui e pergunta se eu estou muito ocupada. Eu digo que não, por quê? Ah, você pode digitar essa tabela do excel pra mim? Nooooo!

Não era mais fácil dizer que eu tenho cara de boluda de uma vez por todas??

Outro dia entra no meu laboratório esbaforido pra eu abrir a sala de computadores pra ele. Ele nem tem o curso de segurança pra estar no laboratório.

E ainda por cima fala no celular como se fosse um walkie-talkie, porque essas coisas dão câncer, sabe? E nóis é que temos que escutar o sujeito gritando com a mulher…

Ninguém merece.

Desabafo: mode off.

Preparem seus jardins. Subrosa voltou. Obrigada, Meg!

Quero ver Irene rir, quero ver Irene dar sua risada.

Irene não tinha webcam.

Agora que danei a comprar livros, e até os leio, tenho que aprender a carregá-los. Assim quem sabe terei uma alternativa ao vício da internet e aos momentos de conversa com as paredes.

Waste and want está interessante, mas muito cheio de detalhes. É sobre a história do lixo nos Estados Unidos, e o primeiro capítulo é exclusivamente sobre têxteis. Tudo, absolutamente tudo, o que se fazia com têxteis, desde sua fabricação aos seus infinitos reaproveitamentos e ao lixo. Haja! Não posso largar esse livro no meio, sob o risco de perder o fio da meada (sem trocadilho).

Upside Down, de Eduardo Galeano, é uma espécie de Stupid White Men inteligente. Sim, porque este último o Gastón comprou, eu só li o capítulo sobre meio ambiente e achei péssimo. O cara tem que aprender a defender uma argumento mais linearmente, tem tanta coisa errada com o que ele disse que eu não sei nem por onde começar. Eduardo Galeano é ácido e pessimista, não sei se sobrevivo.

E, pra relaxar, o guia dos idiotas para organizar sua vida, que eu tô precisando. Mas a mulher se estende demais, como se eu quisesse mesmo organizar uma festa de casamento. Tô fora!

Frase do dia (TM):

Ter um restaurante com área de fumantes e área de não-fumantes é como ter uma piscina com o lado de fazer xixi e o lado de não fazer xixi.

No Washington City Paper, 4 de julho de 2003.

Tem alguma coisa estranha com o blog do Dudu. Eu achei que era brincadeira dele, mas depois vi que não pode ser. Será que ele foi seqüestrado pelo Piu-Piu??? Dudu! Cadê você, meu filho?