Não me condenem por obscura

October 18th, 2005 | | 1 Comment »

Mas…

O deus mudança me mostrou o prazo de validade das coisas. Querer por capricho é mau. Interromper o que se gosta por auto-disciplina nunca foi o meu forte.

Dá cá uma garrafa e promete, por favor, que aberta soltará todos os cheiros, diálogos, afagos, barulhos e a cor. Só por um instante. Ben Harper na vitrola, please?

Logun-edé sumiu pros lados da África, bem escondido. Achei agora um canto de Oxum, flagras fáceis da origem do mito.

O meu blog, estas palavras loucas que ninguém vai entender, às vezes me lembra – só eu com a chave das palavras – daquela faísca no escuro.

A ver se os fantasmas voltam para pelo menos dar notícias. A esperança da bruxa é que, na véspera do seu dia, o canto no meio da madrugada possa evocar o fantasma estranhamente querido.


One Comment on “Não me condenem por obscura”

  1. 1 Paul McCartney said at 02:43 on October 19th, 2005:

    Maffa, querida!

    Esse seu jeitinho obscuro de escrever é um charme.

    Love,
    Macca.


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