Mais Janaína Figueiredo:

HOSPEDAGEM

Um hotel pop

Em Buenos Aires, existem dezenas de hotéis, mas nem todos são iguais. Fora do circuito de hotéis do centro da cidade, e da refinada Recoleta, existem algumas alternativas mais modernas, destinadas a turistas que preferem um estilo mais informal. O hotel Boquitas Pintadas, localizado no charmoso bairro de San Telmo, é um claro exemplo desta nova tendência. Foi inaugurado em fevereiro de 2000 por dois alemães, Heike Thelen e Gerd Tepass, que se apaixonaram pela capital argentina. O lugar é definido por seus donos como um hotel pop. “Buscamos misturar princípios estilísticos e estéticos muito definidos. A arte do conforto com a dinâmica dos excessos”, contaram Heike e Gerd. O Boquitas Pintadas é muito mais do que um simples hotel fashion. Na mesma casa (uma espécie de casarão, similar aos que podem ser vistos em Santa Teresa) funciona uma galeria de arte, um bar e um restaurante. Nos fundos do hotel, um jardim com piscina, inspirado nas belas praias do Havaí. O nome do hotel é uma homenagem à principal obra do escritor argentino Manuel Puig, primeira novela latino-americana que Heike e Gerd leram. O preço da diária varia entre 135 pesos (quarto de casal) e 280 pesos (suíte de luxo). Detalhe: nada de acordar cedo para tomar café da manhã. No Boquitas Pintadas, o café pode ser servido a qualquer hora, já que os hóspedes, dizem os donos, devem ter a liberdade de dormir até a hora que consideram necessária. Endereço: Estados Unidos 1.393. Reservas: 4381-6064. <www.boquitas-pintadas.com.ar>.

TEATRO

Festival reúne grandes companhias

Esta semana começou o Festival Internacional de Buenos Aires, um mega evento que contará com a participação de companhias teatrais de vários países, inclusive do Brasil. Serão apresentados 15 espetáculos internacionais, com destaque para

Escrever rápido antes que Dory esqueça:

Morar fora do seu país é ótimo para aprender uma outra língua, mas também é um aprendizado de silêncio. De entender quando você não vai ser entendido, quando o lugar, a pessoa, o momento são errados. De saber que aquela frase tão esperta que você ensaiou tanto na sua cabeça vai ser seguida de um “excuse me?” ou “now, what’s that?” e um clima arruinado. De sacar que a história, ou pior ainda, o ditado de que você gosta tanto vai perder muito ou tudo na tradução.

A gente viaja tão longe, pra aprender a ser mineiro…

Se alguém tentou me ligar, não conseguiu. Fui a uma festa da universidade chamada All Niter (vi Nemo de novo, de grátis!) e a secretária eletrônica não atende porque a luz não voltou ainda…

Aquela conchinha tão linda que eu – aos quatro anos – catei na praia não acordou na minha mão. Teve minha mãe que explicar que sonho é assim!

Há um tempo todo mundo linkou um tal site que dava o resumo dos filmes em uma, no máximo duas frases. Tem umas discussões na vida da gente que tinham que ser assim. Situações que se prolongam por dias, semanas, meses, e poderiam ser resumidas em diálogos mínimos.

– Eu preciso da sua ajuda.

– Mas você está me prejudicando.

– Deixa de ser egoísta. Eu preciso da sua ajuda.

– Mas você está se prejudicando.

– A minha vida é uma droga. Você não me entende. Deixa pra lá. Eu não preciso mesmo de você.

Pra você que está do outro lado do mundo andando de cabeça pra baixo:
o servidor wam não estava funcionando ontem e eu achei que você não estava lendo seus emails,
além disso liguei pro seu hotel e disseram que você tinha ido embora!
Bocoió!
Tô sem luz e sem água quente, te vejo no aeroporto (fedidinha e com um pé de cada sapato)!

Vou desconectar tudo agora e esperar a tempestade passar…