Gente sem ângulo me irrita.
Sabe como? Que não tem por onde pegar?
Float like a butterfly, sting like a bee.
Muhammad Ali
Foto minha tirada pelo Uiram.
Gerei um texto, pergunte-me como.
Esta semana eu estava pensando em todas as palavras que eu não consigo falar por causa do meu acento, como squirrel, world e ruin e whirl e dizem que eu digo okay de um jeito muito peculiar.
E você? Tem blog, mensaginha de messenger ou senha de banco? Pense bem. Essa janela do messenger cabe muita letra!
Dusty Springfield cantando “the look of love”.
Jamais me revelarei.
Uma vez, eu já amei uma mulher pela beleza dela.
Outra vez, eu amei uma beleza pela mulher.
Cansou a beleza?
cansei de dar o pé!
ô mulher bonita
eu a vi por aí no verão
com um vestido simples curto, bem verão, de alcinhas, e umas sandalinhas rasteiras, os óculos escuros na cabeça e aquela porção de cachinhos
parecia saída direto de um livro do jorge amado, perfeita, perfeita
(putz, eu sou muito gaaaaay)
Ta bom, voce me convenceu… voce é feia… Você e a Paloma Duarte, aquela mocréia.
Borogodó. Taludinho. Parece o Gianecchini.
(nada, só falei pra dar um tom dadaista ao dialogo)
(vale misturar samba das antigas com gilberto gil?)
Pô… você já misturou tudo ha muito tempo. Claro que vale.
Laura is the face in the misty lights
Footsteps that you hear down the hall
The laugh that floats on a summer night
That you can never quite recall
A idéia que eu estou fazendo de você? menina, fique tranquila… nao tem como ser pior nem melhor do que a idéia que você possa fazer de mim.
Can you say house again?
Eu
eu
quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro
ou está por fora
quem está por fora
não segura
um olhar que demora
de dentro do meu centro
este poema me olha
paulo leminski
Velocidade
Eu: “Devagar e… sempre?”
Ele: “Divagar, sempre!”
Maffalda e TonhoZ, brincando com nicknames no msn.
Calma, Betty, calma!
Aquele “acaba aqui” era só do poema dramático. Passaaaar, mesmo, não passou, mas vai. Obrigada. Beeeep!
Untitled
Eu li Pessoa e pessoa me traduziu
eu li Whitman e Whitman sou eu,
Cecília sofreu de amores,
Manuel Bandeira e sua lagarta listrada.
Mas a dor é minha, só minha
e eu fico só bem quando ouço música
os poemas são métrica para o meu sofrimento
embora eu ria, eu ria,
os amigos estão lá
apoio e cruz,
e eu não sei mais viver sem ser esta confusão
que alaga e é deserto ao mesmo tempo.
Cercam-me objetos, palavras, televisões, notícias,
palavras cruzadas, homens, religião e roupas,
e em nada eu vejo o fim, em nada me vejo melhor.
O futuro que a Deus pertencia até ontem
chega e não me diz a que veio.
A cama, eterna companheira, para mim que não toco violão,
não me dá mais que dores e espasmos.
Correr, subir, pular, trepar, resposta nada.
As risadas no quarto ao lado me deixam feliz
por quem as dá, não por mim,
que eu não estou mais em situação de me alegrar
pelos outros.
Aliás, se outros há não os conheço,
não quero nada com eles.
A filosofia nunca foi minha amiga, agora a química,
sabe a química? me abandonou também.
Vejo homens, vejo mulheres, vejo gente e ninguém me toca
fisicamente ou otherwise.
Estou cansada, cansada de tudo,
já choro, choro por nada,
e escrever, palavras em vão,
escrever era meu último recurso.
Acaba aqui.
Olha eu de novo…
Querendo que limoeiro dê jaca.
Pelo menos os sonhos são bons.
A felicidade vai desabar sobre os homens
Menina, ela mete medo
Menina ela fecha a roda
Menina não tem saída
De cima, de banda ou de lado
Menina olhe pra frente
Menina, todo cuidado
Não queira dormir no ponto
Segure o jogo, atenção de manhã