Das coisas que aprendi com o orkut.

– Eu estou metida “até na sopa”, como disse um amigo meu. Demorei pra me render, mas viciei bastante. Não chego a ser como a Naty, mas se bobear…

– É divertido ver como a rede social cresce. Dã.

– Essa é a melhor ferramenta de “perseguir amigos” que existe! Achei gente de todos os colégios onde estudei, de Campinas e daqui. Até parente de parente achei também. Essa parte é ótima, reatar antigos contatos, ver fotinhos, ver quem está fazendo o quê morando onde e casado com quem.

– Os perfis são excelentes pra ver como seus amigos se definem, principalmente o perfil do coraçãozinho. Um amigo meu do Sion acha que sua melhor parte é a bunda, um amigo daqui precisa de uma moça noturna que goste de música, outro menino se define como mirror-cracking material só pra fazer charme… Não preenchi essa parte do perfil mas fiquei tentadíssima.

– É impressionante a quantidade de informação que as pessoas dão.

– É impressionante a quantidade de gente estranha andando por aí…

– Eu não preciso mais morrer pras pessoas darem testemunhos sobre mim. Muito bom, porque eu não vou aproveitar muito o meu velório. E adorei dar testemunhos sobre os amigos, e descobrir que pelo menos um deles lembra o exato minuto em que nos vimos pela primeira vez.

– Tem gente que diz que gosta de ler e escreve tudo errado, tem cada coisa, tem gente que está em comunidades nada a ver, tem comunidades horrorosas, tem comunidades bárbaras. Tem meninas que precisam muito muito muito de atenção, tem fotos com legendas tais como “esta é a minha comissão de frente, tudo natural”, tem gente que entrou meio a contragosto e não escreveu nada nada, tem de um tudo, minha gente!

– A melhor comunidade de que participo, disparado, é a de argentinos e brasileiros. Eles acham que eu tenho cara de argentina. Respondi que é porque estou cheia de maquiagem nas fotos! A Djones também está nessa. A Mundo Pequeno é ótima também, mas não participo das discussões.

– Eu sou só 70% sexy, eu tenho um amigo que é 100%, a maior injustiça do mundo é que a Teca não aparece em cor-de-rosa na minha network. E se seu lado sexy empata com seu lado cool, já era, você é cool, e não sexy.

– Quem é sexy só tem amigo sexy, dá até raiva, vide Carpe e Luis.

– Todo mundo coloca a melhor foto no perfil, exceto meu amigo Umut, que pôs uma foto de terrorista procurado, e o Dudu, que põe cara de ogro ou fotos sexualmente sugestivas.

– Eu vou ter que pensar muito se quiser decidir se apago ou não o meu perfil. Ou então vou ter que ser firme e forte, e não aparecer mais lá…

Adeus msn cruel

Adooooro o messenger. É uma invenção genial.

Conheci gente nova, bati altos papos, pedi ajuda pra comprar roupa, dei conselhos, recebi ótimos conselhos, ri muito, matei saudade, flertei um pouquinho, acertei contas com o passado, fofoquei demais da conta, fui testemunha de coincidências incríveis, acompanhei muito casinho e namorico, recebi fotos de incontáveis pretês, mandei todo mundo ter juízo.

Mas agora não está dando, perco tempo demais e não tenho disciplina. Vou ficar de fora da festa por pelo menos um mês. Depois eu volto e faço tudo aí de cima de novo.

E enquanto eu não estou, por favor, hein? Juízo!

Aaaaah, tá explicado…

A culpa é do café!

If you’re not alarmed by this situation because you think coffee is no big deal, you must not be aware of the fact that the Center on Addiction and Substance Abuse has identified caffeine as a gateway drug. Last year it reported that “girls and young women who drink coffee are significantly likelier than girls and young women who do not to be smokers…and drink alcohol.

Estava aqui mas a dica foi do Pedro Dória – procure o link aí ao lado que eu estou com preguiça!

Que nem ator ruim de novela, cigano Igor, com umas poucas expressões faciais:

– Não acredito que você está dizendo isso;

– Escutei o que você disse, estou interessado mas não vou perguntar mais nada;

– Meu corpo todo está dizendo que estou prestando atenção mas vou olhar pro outro lado pra fingir que não estou;

– Eu desaprovo;

– Estou rindo de você porque adoro fazer hora com a sua cara.

Song of the open road

1

AFOOT and light-hearted, I take to the open road,

Healthy, free, the world before me,

The long brown path before me, leading wherever I choose.

Henceforth I ask not good-fortune–I myself am good fortune;

Henceforth I whimper no more, postpone no more, need nothing,

Strong and content, I travel the open road.

The earth–that is sufficient;

I do not want the constellations any nearer;

I know they are very well where they are;

I know they suffice for those who belong to them.

(Still here I carry my old delicious burdens;

I carry them, men and women–I carry them with me wherever I go;

I swear it is impossible for me to get rid of them;

I am fill’d with them, and I will fill them in return.)

(Whitman, Song of the Open Road, um preferido dela, os grifos são obviamente meus e de mais ninguém)



O que aconteceu? Virei uma expatriada chata samba-e-futebol? Ou estou desatualizada e ninguém mais no Brasil aprecia o esporte bretão? Por que nenhum blog fala do jogo de ontem?

Vai ver que eu estou feliz porque ganhei a aposta: escapei de cozinhar por uma semana – que era o que eu teria que fazer se o Brasil perdesse – e o meu marido não pode reclamar de nada (!) por uma semana!!!

Coitado, vai ser tão difícil…

Sabedoria de bolso da tia Helô.

Nada dura pra sempre. Nem o que dura pra sempre dura pra sempre: sempre muda.

Sincera demais, até pra uma brasileira.

Foi o que disseram de mim. Eu com essa mania de dizer tudo.

Importo não. Eu gosto. É uma das minhas heranças. Uso.

Já que a moda é postar horóscopo, lá se vai meu primeiro de junho:

June 01, 2004

Maybe no one told you that you’re about to enter a private room. Maybe you were invited. Maybe you’re crashing the gate with full knowledge. This is a big step, and there’s no way that you can be fully prepared. Your soft side is exposed, yet there’s hidden strength in your vulnerability if you know where to look for it. In losing a little, you could gain a lot. Put out your feelers to see who’s here and what they’re going through. Empathy is easier than sympathy when you’re addressing someone very different from you. Bridging that gap might be easier than you think.